Tocar no nome do Friedman, citar uma reportagem da Veja e contestar os programas sociais DOS GOVERNOS é potencializar as chances de ser criticada ferozmente. Mas vou me arriscar.
Numeros da reportagem “O Paradoxo Nordestino”, publicada na Veja deste final de semana, página 173.
“Em 10 anos a economia nordestina cresceu duas vezes mais que a brasileira e triplicou de tamanho;
São de lá 48% dos brasileiros que saíram da pobreza desde 2002;
O governo atual investiu 42% dos recursos do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC);
Maceió tem hoje 104 homicídios por 100 mil habitantes, mais do que noo Iraque;
Salvador tem 6 assassinatos por dia, 79% mais que em 2006. Dobro da incidência do Rio de Janeiro e seis vezes a de SP. Em alguns bairros vigora o toque de recolher. Métodos da própria polícia pioram os números.
Curioso o destaque que a matéria recebeu, página central, atrás de um encarte publicitário da Editora Abril. Curioso também se chamar paradoxo.
Existe espanto ou mistério no que está acontecendo?
É óbvio que eu sou contra a fome, contra a exclusão social, contra a violência, contra o analfabetismo. Não estou pregando contra ou a favor do governo atual ou questionando a legitimidade ou necessidade dos projetos em andamento. Estou ecrevendo este post justamente por acreditar em inclusão, não apenas econômica mas também social.
Entendo que enquanto esta inclusão não acontece, as pessoas não devem continuar em condições sub humanas ou com fome. Mas me preocupo com as consequências desta injeção artificial de riqueza em uma organismo já tão fragilizado.
Não tenho as respostas, mas proponho o debate.
Se por acaso interessar, mais de Milton Friedman, recomendo…
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Friedman
Sobre a educação, se alguém se arriscar e conseguir concluir algo:
http://portal.mec.gov.br/mec/index.php